O cenário de calmaria nos mercados globais foi substituído por uma forte aversão ao risco nesta quinta-feira (12). Com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio e a expectativa por dados cruciais da inflação no Brasil (IPCA), investidores operam com cautela, observando o petróleo disparar novamente e os índices futuros em Nova York sinalizarem queda.
Guerra no Irã: O Cabo de Guerra entre Trump e o Mercado de Energia
O preço do barril de petróleo voltou a superar a marca dos US$ 100, reagindo a novos ataques contra navios mercantes no Golfo Pérsico. O clima é de extrema tensão diplomática e militar:
A Posição dos EUA: O presidente Donald Trump minimizou os riscos no Estreito de Ormuz, incentivando petroleiras a manterem a rota e afirmando que o conflito deve acabar logo por falta de alvos militares no Irã.
A Ameaça Iraniana: Em contrapartida, o comando militar do Irã alertou que o mundo pode ver o petróleo atingir os US$ 200 por barril caso a guerra se prolongue.
Ação de Emergência: Para tentar frear a escalada de preços, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de 400 milhões de barris das reservas de emergência.
IPCA e Cenário Político no Brasil
Internamente, o Ibovespa tenta se sustentar na alta das ações da Petrobras, que acompanham a valorização do Brent. No entanto, a agenda doméstica está pesada:
Inflação (IPCA): O dado será divulgado às 9h e é fundamental para a decisão de juros do Copom na próxima semana. Um número acima do esperado pode pressionar o Banco Central a manter os juros altos.
Pesquisas Eleitorais: Novas sondagens indicam uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula, o que adiciona uma camada extra de volatilidade ao mercado financeiro.
O que monitorar nos EUA hoje?
Além do conflito internacional, uma bateria de dados econômicos americanos será divulgada, incluindo pedidos de seguro-desemprego e prévias do PIB (GDPNow). Qualquer sinal de desaquecimento ou inflação persistente nos EUA pode fazer o dólar ganhar força contra o Real.
Resumo para o Investidor:
Fique de olho: Petróleo acima de US$ 100 e ataques no Golfo Pérsico.
Atenção: Divulgação do IPCA às 9h.
Dólar: Tendência de volatilidade devido à busca por segurança (ativos de refúgio).